Memória da Música

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Ary Barroso e Edu Lobo: a exaltação de um povo nos ponteios do cancioneiro popular.

Tipo de documento:
Dissertação de mestrado

Autor:
Ricardo Alexandre de Freitas Lima

Orientador:
Heloísa Maria Murgel Starling

Local:
UFMG - UFCH

Data:
2008

Publicação - Livros / Artigos

Palavras-chave:
Século XX ;Música e Política; Ary Barrosoo; Edu Lobo; Brasil

Resumo:
O texto empreende uma análise histórico-musical das possibilidades de se usar a canção como instrumento de convencimento político. Através da observação criteriosa dos parâmetros que conformam a canção, almeja-se a compreensão das circunstâncias e variáveis co-responsáveis pelo engajamento do signo musical. Tal tratamento político da produção artística é observado a partir da investigação realizada em períodos distintos da história republicana do Brasil: a saber, o período getulista (Estado Novo) e a ditadura civil/militar inaugurada na década de 1960. A escolha dos recortes históricos se dá pela coincidência dos governos ditatoriais e pelo tensionamento das forças políticas que lançaram mão dos artifícios possíveis para a efetivação de uma cartilha ideológica. Ponto nevrálgico deste processo é a produção de representações e imagens (acústicas ou sonoras) capazes de acessar o imaginário de um idealizado “povo brasileiro”. Os sambas-exaltação de Ary Barroso e a música popular sofisticada de Edu Lobo são as principais fontes de informação – os objetos mesmos da investigação – exploradas com o fim de se conhecer mais detidamente o processo pelo qual a canção se viu engajada nos dois momentos aqui contemplados. Com produções historicamente reconhecidas pela cooperação e não-cooperação, respectivamente, de suas obras com o credo político dominante, as canções de Ary Barroso e Edu Lobo são investigadas como meio de conformação de uma platéia a partir de uma fala discursivomusical que desenha e constrói o que se convencionou chamar de “povo brasileiro”, mesmo sendo ele, em cada caso, estranho e distinto do outro.

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