Laboratório de História eCultura Sonora · LHCS
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História e Música na Universidade · Balanço historiográfico

Investigação sobre a historiografia dos sons e da música

Fonte: teses e dissertações produzidas nos programas de pós-graduação em História do país. A partir das palavras-chave de cada trabalho, foram selecionados quatro recortes de análise: a dinâmica temporal (ano da defesa), os territórios historiográficos, o universo temático e a periodização estudada.

543trabalhos defendidos entre 1979 e 2022
12,6trabalhos por ano, em média
347 · 191dissertações · teses
(+ 5 livre-docências)
234 → 3091ª fase (1979–2009) → 2ª fase (2010–2022)

José Geraldo Vinci de Moraes (JGVM) · Departamento de História e Programa de Pós-graduação em História Social · FFLCH · USP

A

Dinâmica temporal

Distribuição dos trabalhos por ano de registro da defesa. Passe o mouse sobre um período para destacá-lo no gráfico.

1979–1988

7Um objeto ainda pouco presente

Em dez anos, foram registrados apenas 7 trabalhos: 2 dissertações, 4 teses e 1 tese de livre-docência. A música ocupava, portanto, um lugar bastante restrito na produção dos programas de pós-graduação em História.

1989–2003

119Emergência e formação do campo

Em quinze anos, a produção alcançou 119 trabalhos: 118 dissertações e teses e 1 tese de livre-docência. Esse crescimento acompanha a ampliação do diálogo da pesquisa histórica com novas referências teóricas e abordagens, que contribuíram para a constituição da música como objeto de investigação historiográfica.

Algumas referências intelectuais do período
Antropologia do somPaisagem sonoraHistória culturalIASPM
2004–2022

417Expansão e diversificação

Em dezenove anos, a produção chegou a 417 trabalhos, evidenciando a ampliação das pesquisas sobre música na pós-graduação em História. O pico ocorreu em 2017, com 34 defesas. Entre 2014 e 2020, foram registrados quase 200 trabalhos.

Algumas referências intelectuais do período
Cultura sonoraEstudos do somHistória das emoções e das sensibilidades
Duas fases

234 → 309Aceleração da produção

No conjunto, foram registrados 543 trabalhos. A primeira fase (1979–2009) reúne 234 trabalhos em 31 anos; a segunda (2010–2022), 309 em apenas 13 anos. A separação das fases se justifica apenas pela dinâmica evolutiva prática da pesquisa. No entanto, ela foi mantida porque indicou mudanças comparativas importantes. A comparação entre os períodos revela, por exemplo, uma expressiva aceleração da produção anual, cuja média passou de aproximadamente 8 para 24 trabalhos por ano. As seções seguintes examinam essas transformações.

Trabalhos defendidos por anoDissertações, teses e livre-docências · 1979–2022

B

Territórios historiográficos

Os grandes domínios historiográficos em que os trabalhos se inscrevem. Os estudos que adotam a categoria “música popular” predominam amplamente no conjunto, seguidos, a grande distância, pelas pesquisas sobre música e política e música erudita.

194trabalhos em música popular (1979–2022)
48 → 146música popular na 1ª e na 2ª fase
57 · 57música e política · música erudita

Explore os territóriosTamanho proporcional ao número de trabalhos · 1979–2022

    negrito azul · três territórios mais frequentespasse o mouse · clique para fixar e abrir os trabalhos no acervo

    Territórios · total 1979–2022Número de trabalhos por território

    Clique numa barra para abrir os trabalhos correspondentes no acervo.

    C

    Universo temático

    Mudanças na agenda temática. Entre as duas fases, observa-se uma reconfiguração dos temas mais recorrentes. Na primeira, sobressaem biografia, indústria cultural, identidade nacional e ditadura militar. Na segunda, ganham destaque negritude, samba, práticas e sociabilidades musicais, identidades e expressões ligadas ao rap, ao hip hop e ao punk.

    O que mudou de uma fase para a outraNúmero de trabalhos por tema na 1ª fase (1979–2009) → 2ª fase (2010–2022)

    ▲ Os temas que mais cresceram

      ▼ Os temas que mais diminuíram

        As barras mostram a 1ª fase (âmbar) e a 2ª fase (azul) na mesma escala. Clique num tema para abrir os trabalhos no acervo.

        1ª fase · 1979–2009Temas por número de trabalhos

          2ª fase · 2010–2022Temas por número de trabalhos

            negrito âmbar · cinco temas mais frequentes da 1ª fasenegrito azul · cinco temas mais frequentes da 2ª fasemesma escala nas duas nuvens · as demais cores só ajudam a leitura

            Temáticas · comparativo entre fasesNúmero de trabalhos por tema

            Clique numa barra para abrir os trabalhos correspondentes no acervo.

            ♪

            Os objetos

            Os objetos de pesquisa, delimitados pelos recortes específicos de cada investigação, constituem um universo bastante amplo e diversificado. Apresentam-se a seguir apenas aqueles com maior recorrência, embora o quadro geral evidencie uma variedade muito maior de objetos.

            Objetos mais estudadosNúmero de trabalhos · 1979–2022

            Clique numa barra para abrir os trabalhos correspondentes no acervo.

            D

            Periodização

            Os recortes temporais estabelecidos pelos estudos revelam uma importante diversificação, embora se concentrem predominantemente no século XX. Destacam-se dois momentos: as décadas de 1930 a 1950 e de 1960 e 1970, períodos importantes da história sonora e musical do país.

            Recorte temporal dos trabalhosOcorrências por período estudado · produção de 1979–2022

            Décadas de 1930 a 1950
            ChoroSambaFonografiaRadiofonia
            Décadas de 1960 e 1970
            Bossa novaMPBFestivais

            Nuvem da periodizaçãoPeríodos em ordem cronológica · tamanho proporcional às ocorrências

              negrito âmbar · anos 1930 a 1950negrito azul · anos 1960 e 1970passe o mouse: o período é marcado no gráfico acima
              E

              Instituições

              As instituições em que os trabalhos sobre música foram produzidos. Diferente das seções anteriores, este ranking considera o acervo completo do banco de dados (701 trabalhos, incluindo livros e artigos).

              Top 10 instituiçõesPor número de trabalhos produzidos

              1. USP - FFLCH92
              2. PUC-SP67
              3. São Paulo49
              4. UFF47
              5. Uberlândia35
              6. UFRJ35
              7. UFU/MG - DH35
              8. UNESP33
              9. UFMG - UFCH26
              10. PUC-Rio22
              §

              Sobre este levantamento

              Nota metodológica fonte, critérios e período
              Fonte
              Produção acadêmica (dissertações, teses e livre-docências) defendida nos programas de pós-graduação em História, reunida no banco de dados História e Música na Universidade.
              Período
              1979 a 2022, dividido em duas fases de investigação: 1ª fase, 1979–2009 (234 trabalhos); 2ª fase, 2010–2022 (309 trabalhos).
              Critério de seleção
              Classificação baseada nas palavras-chave de cada trabalho, organizadas em quatro recortes: dinâmica temporal (ano da defesa), territórios historiográficos, universo temático e periodização (recorte histórico estudado).
              Leitura dos números
              Um mesmo trabalho pode receber mais de uma palavra-chave; por isso, as somas por território, tema ou objeto podem superar o número total de trabalhos. Na periodização, os valores fracionados correspondem a trabalhos que abrangem mais de um período.
              Responsável
              José Geraldo Vinci de Moraes, Departamento de História e Programa de Pós-graduação em História Social, FFLCH-USP · Laboratório de História e Cultura Sonora (LHCS).
              Como citar ABNT
              MORAES, José Geraldo Vinci de. Investigação sobre a historiografia dos sons e da música: a produção acadêmica nos programas de pós-graduação em História (1979–2022). São Paulo: Laboratório de História e Cultura Sonora (LHCS), Departamento de História, FFLCH-USP, 2023. Disponível em: https://www.memoriadamusica.com.br/bancos-de-dados/historiamusica/historiografia/. Acesso em: .
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