Memória da Música

Banco de Dados

História e música na universidade

Nas últimas duas décadas houve entre os historiadores certa multiplicação de trabalhos e pesquisas acadêmicas realizadas nos programas de Pós-Graduação em História, envolvendo temas relacionados à música. Um balanço dessa produção universitária revela que o objeto parece sair de seu isolamento historiográfico e aponta para a construção de um novo campo de investigação. Esse banco de dados permite acesso a essa nova produção historiográfica realizada entre o final do século XX e início do XXI exclusivamente nos programas de pós-graduação em História. O pesquisador interessado encontrará nele informações básicas sobre os trabalhos acadêmicos que poderão colaborar de diversos modos para o desenvolvimento de suas futuras investigações. Além disso, há gráficos e textos organizando e avaliando as informações e a trajetória deste novo território historiográfico.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BANCO DE DADOS

Bandas de Música em São Paulo no início do século XX

memoria-da-musica

Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX as bandas de música ocuparam de maneira muito atuante os espaços públicos da cidade de São Paulo. A potência sonora desses conjuntos, sua formação instrumental variada - mas sempre centrada nos sopros e ritmo -, a quantidade geralmente numerosa dos músicos, a variedade do repertório e a mobilidade de suas apresentações, faziam delas presenças marcantes na cidade. Elas participavam das festas e comemorações cívicas, religiosas e populares. Estavam também nos espetáculos teatrais, nas salas musicais e salões de bailes, nos coretos e outros tantos locais onde a música estivesse presente. Centenas de grupos com essas características circularam pela cidade. Alguns poucos sobreviveram por muito tempo, como as bandas Lira da Lapa e a da Força Pública que existem até hoje. Inúmeras tiveram vida mais transitória, desaparecendo por vários motivos. E dezenas delas existiram apenas circunstancialmente, vinculadas a determinados acontecimentos particulares. Agrupamentos militares, cooperativas e sociedades de imigrantes, sindicatos e associação de trabalhadores, organizações religiosas, escolas, teatros e comunidades de bairro, formaram em algum momento uma banda. Muitas delas funcionaram como escolas informais de música ou como uma possibilidade de vida artística profissional permanente. Antes da disseminação dos meios mecânicos e depois eletrônicos de difusão, elas formavam um circuito importante de divulgação e mediação pública da música, tanto a de concerto como a popular. O vigor sonoro e organizado desses grupos também foi importante no início das primeiras experiências das gravações mecânicas. Com a evolução técnica e comercial da indústria fonográfica, seguida pela expansão da radiofonia e de um novo circuito musical e de entretenimento, a presença delas declinou e a influência decaiu. A partir desse novo panorama cultural, prevaleceu a inatualidade da condição cultural e musical das bandas de música. Neste banco de dados você poderá conhecer um pouco desse universo acompanhando as tabelas e os registros sonoros de algumas bandas importantes da época: da Força Pública de São Paulo, a Ettore Fieramosca, a Giuseppe Verdi e a Verissimo da Glória.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BANCO DE DADOS

Almirante, “a mais alta patente do rádio”

Durante pouco mais de 20 anos (1935-1958), Henrique Foreis Domingues, o Almirante, foi presença permanente e destacada na radiofonia nacional, sobretudo a carioca. Seus programas estavam centrados principalmente em temas e aspectos da música popular, e tornaram-se marcos na história da radiofonia e da música. Os assuntos apresentados eram estudados e pesquisados com cuidado. Os roteiros eram meticulosamente escritos e seguidos com o máximo rigor pelos narradores, técnicos e músicos. Quando podiam, ensaiavam, procurando minimizar os erros e desacertos, comuns nos programas transmitidos ao vivo. Toda essa preocupação resultava em programas muito bem organizados, numa época em que a radiodifusão ainda se caracterizava pelo evidente "amadorismo". Por todo esse esforço de modernização, ele recebeu o apelido de "a mais alta patente do rádio"!

Esses programas foram também importantes depositários da memória da música popular, além de divulgá-la nacionalmente pelas ondas do rádio. E colaboraram de modo significativo para criar uma certa narrativa histórica sobre a música popular, além de reunir um incrível acervo. Neste banco de dados o leitor poderá entrar em contato com vários programas das séries Curiosidades Musicais, Instantâneos Sonoros, Aquarelas do Brasil, No tempo de Noel Rosa, Carnaval Antigo, Pessoal da Velha Guarda. Na seção Texto e áudio você encontrará artigos, capítulos e livros que analisam e discutem esses programas e a trajetória de Almirante

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BANCO DE DADOS

Teatro de Revista paulistano na passagem dos séculos XIX/XX

O período que antecedeu o aparecimento e evolução dos meios de comunicação eletroeletrônicos apresentava inúmeras formas de divulgação e circulação da música. Algumas desapareceram e outras foram perdendo importância no decorrer do século XX. Na passagem dos séculos XIX-XX o teatro musicado era um destes eixos que tinha papel determinante na circulação da cultura musical de modo geral e particularmente na cidade de São Paulo. Divertir era o objetivo central desses gêneros teatrais voltados a um público amplo e, apesar de cada um deles ter suas próprias convenções e dinâmica de funcionamento, todos tinham na música elemento essencial ao espetáculo. A designação "teatro de revista" tornou-se referência - até hoje recorrente – e serviu para nomear um conjunto bem maior de modalidades que inclui Operetas, Burletas, Mágicas, Vaudevilles, Zarzuelas, Fantasias e comédias musicadas. Esse banco de dados reúne informações veiculadas na imprensa paulistana entre 1884 e 1921 sobre os gêneros, espetáculos, repertório, teatros, companhias, compositores e músicos que formaram a cena musical paulistana no período. Ele é produto da dissertação de mestrado de Denise Sella Fonseca (História Social USP) intitulada Teatro Musicado Paulistano na Belle Èpoque.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BANCO DE DADOS

Teatro de Revista paulistano no início do século XX

O teatro musicado foi um meio de difusão e produção musical muito importante no período que antecede o aparecimento dos meios de comunicação eletroeletrônicos. Ele assumiu inúmeras formas no início do século XX e nele compositores e instrumentistas divulgaram suas obras, artistas puderam se profissionalizar, gêneros musicais foram decantados e havia grande frequência de público. Na cidade de São Paulo tomou contornos muito particulares com a presença, por exemplo, das culturas dos imigrantes e da caipira, e muita participação popular. Este banco de dados identifica e organiza justamente informações sobre as várias realidades do teatro musicado na cidade e está composto com material da imprensa paulistana veiculado entre 1914(?) e 1934(?). Ele está disposto de tal forma que o leitor poderá pesquisar os espetáculos, repertório, teatros, autores, compositores, instrumentistas que participaram da cena musical paulistana no período. E ele foi produzido como parte da tese de doutoramento de Virginia Bessa (História Social USP) intitulada A cena musical paulistana: canção popular e teatro musicado em São Paulo (1914-1934).

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BANCO DE DADOS

apoios

2014 © Entre a Memória e a História da Música.